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Amigo Goucha, espero que as féris tenham sido boas. Eu estou reformada mas não tenho férias.Por duas razões,tenho uma IPSS que apoia 6500 pobres, todos os dias, e depois de avó, adoptei três menores em risco que ocasionaram um ódio que dura dez anos.
Mas o mais premente assunto que necessita a sua ajuda solidária, é conseguir regularizar a minha reforma, que é doença profissional,sou Eng. especialista em folicultura,sofri um envenenamento nas estufas, no Algarve,onde era a coordenadora,com carreira internacional, e na 1º junta médica,não viram a minha documentação, disseram que era um acidente,no qual eu havia perdido um braço,e uma perna, os quais mostrei graças a Deus ainda oa tenho. Isto aconteceu em 1991. Saiu em Diario da República, sem documentação. Em 1992, saiu uma portaria autorizando a consulta do nosso processo. Fui a Lisboa, quando a funcionária traz o processo ,abre e exclama ! Olha um processo fantasma !!! mesmo cómico. Foi consultar um director, que ordenou que se reinicia-se o processo. Neste não existia qualquer documento da Direcção Regional de Agricultura do Algarve,sobre a minha pessoa. Mas, estava o processo do tal acidente, e era de um homem.Só no nosso país.Fiz tudo de novo,tive que recorrer a uma cunha para ter uma junta médica rela, mas não tive sorte pois nenhum dos presentes falou da minha saúde.Dos exames que levava tiraram dois à sorte devolvendo os outros.Tenho histórias mirambolantes, perdi a saúde e qualidade de vida, tenho direiro a 90%, mas só me pagam 52,5% e ainda tiram do ordenado mensal Ha anos. Fui recebida por dois ministros de finanças, o ùktimo, Dr Bagao Felix que ordenou o pagamento, comunicaram ter recebido a carta, mas foi certamente para o lixo. Mas é injusto, e para acabar de educar estes meus filhos adoptados,hoje com 14,15 e 16 anos, bons alunos, a nossa pensão de 1300 €,E as contas da farmácia, está dificil.
Eu tenho 65 anos, bronquite asmática grave,meu marido tem 75 anos. O mais novo destes filhos tinha na altura,seis meses, e no total tiveram onze operações. Os três eram surdos,estão maravilhosos e os melhores alunos. Temos duas filhas e quatro netos. Meu amigo preciso da sua Solidariedade. Que eu mesmo doente fundei e sou presidente de uma IPSS na luta Contra a Pobreza, há onze anos. Somos 45 voluntáriaos,2/3 são estrangeiros,residentes.
Somos fas do vosso programa, e aqueles cantores pequeninos, fez-me sentir vontade de fazer com as nossas crianças pobres,ainda não desisti.
Um grande beijo, e também para a Cristina Deus vos abençõe
Liliana Rodrigues