O regresso dos cinco

“5 para a meia-noite” com nova série. Equipa de “Bruno Aleixo” participa

O “talk-show” “5 para a meia- -noite”, que é muito mais do que um programa, regressa hoje à antena com um reforço da componente actualidade e novas rubricas, incluindo uma prestação de “Bruno Aleixo”.

Nesta segunda temporada no ecrã da RTP2, o verbo da primeira semana mais vezes empregue pelos cinco apresentadores será “catrapiscar” (o verbo transitivo diz-nos que poderá significar “cortejar”/ “piscar o olho”), mas tudo não passará do mote para um jogo de palavras e conceitos. “É mais uma provocação ao espectador, uma brincadeira para estimular a conversa”, começa por dizer Bruno Santos, subdirector da RTP2. Além do verbo, um tema será transversal às cinco emissões, cada uma conduzida por um apresentador: são eles por ordem de entrada em cena: Filomena Cautela, Fernando Alvim, Nilton, Pedro Fernandes e Luís Filipe Borges.

Também a revista de Imprensa conhece ajustes, em vez de se olhar para o dia que termina, analisa-se as manchetes dos jornais do dia seguinte. Entre as novas rubricas, destaca-se ainda a presença dos humoristas de “Bruno Aleixo” na edição das terças-feiras.

Na mesma linha, continua, porém, o conceito base do formato. “O que estamos a exibir é um conceito novo de fazer televisão”, explica Bruno Santos. “Todos os apresentadores estão ligados às redes sociais (twitter/hi5/ facebook, blogs, home-page) e os espectadores podem interagir através de várias ferramentas. O programa é transversal à televisão, rádio e web”.

Espaço de animação com humor à mistura, “5 para a meia-noite” mantém, ainda, pequenos sketches e conversas com gente da área da política e do espectáculo. Já por lá passaram Santana Lopes, António Costa, Ana Gomes, Teresa Caeiro e Joe Berardo.

E além da postura “irreverente, contraditória e despretensiosa”, existe outro “segredo” atrás das câmaras que poderá explicar a popularidade do programa: a participação do público em directo no estúdio – agora foi montada um bancada destinada a receber mais espectadores – ou através da Internet, a partir da qual se pode intervir, mandar palpites, opiniões, estar em constante interacção. “Ao formato de múltiplas plataformas, associa-se um ‘chat’ com sala de conversação em directo e moderador para fazer a interligação. E, uma vez por semana, os cinco apresentadores reúnem-se na Antena 3 para debater os temas da semana, vídeos, notícias”, afirma. “Existe uma adesão muito forte da comunidade da Internet”, concluiu o subdirector.

Depois da adesão obtida nas noites de Verão, traduzido “em cerca de 120 mil espectadores diários, 8% de share” (segundo dados da RTP) e 50 mil visualizações vídeo live-mobile, era “natural” dar continuidade a este projecto, considera Bruno Santos.

in JN

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