Contra “tráfico de influências”

RTP: Requisição de funcionários para cargos públicos

O director de Informação da RTP, José Alberto Carvalho, garante que a empresa “mudou” e que o trabalho que ali se desenvolve nos últimos anos é “honesto” e “livre”. A prova disso, diz, é o livro de estilo da empresa, em fase de conclusão.

O item sobre a requisição de funcionários da casa para cargos públicos, que está já em vigor, estipula duas obrigações. “Jornalista ou elemento da direcção de informação requisitado não regressará ao seu local de origem na redacção”, para evitar “tráfico de influências”. E terá de cumprir um período de nojo profissional de 12 meses, explicou José Alberto Carvalho, depois de ter sido chamado ao Parlamento a propósito de um relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), que detectou falta de pluralismo político na televisão pública.

Aquele responsável defende que “o trabalho jornalístico na RTP é livre, é honesto, e há muito tempo que acabaram os comissários políticos”.

Reivindicando “algum papel” na aplicação das novas regras, o director de Informação da estação pública explica que “a RTP cumpre a lei e que não pode impedir que alguém seja requisitado para uma assessoria, mas no momento em que esse funcionário aceite a requisição, o seu regresso vai ser difícil”.

“Como a RTP não pode despedir as pessoas, encontrará, temporariamente, uma alternativa. Isto é para tornar claro o contrato de confiança que a RTP tem de estabelecer com a opinião pública. E vai constar do livro de estilo”, esclarece ainda José Alberto Carvalho.

Eugénia Ribeiro
in CM

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