Palmira Couto foi despedida
‘Momento da verdade’: Administrativa da freguesia de Santos-o-Velho
Suspensa em Outubro de 2008 por acusações ao Executivo no programa ‘Momento da Verdade’, SIC, a assistente administrativa da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, Palmira Couto, ficou a saber ontem que foi despedida. "Estou descontrolada. Nada disto é justo. Estou doente e a tomar comprimidos. Tenho de pensar de modo a actuar com a cabeça fria. Hoje vou reunir-me com uma advogada do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e pedir uma providência cautelar", revelou ao CM.
Luís Filipe Monteiro, presidente da Junta de Freguesia de Santos--o-Velho, ouvido pelo CM, limitou-se a dizer: "Não confirmo nem desminto. O inquérito interno chegou ao fim e a decisão está tomada ainda que não seja irreversível, porque as pessoas têm meios e podem recorrer."
O autarca diz "lamentar o caso" e explica que Palmira Couto passou "um atestado de incompetência a quem dirige os destinos da autarquia". "Faltou respeito e bom senso", conclui.
Palmira Couto foi suspensa depois de ter participado no concurso de Teresa Guilherme. Em causa estavam as declarações de que se sentia mais competente do que o seu chefe, a quem já tinha feito um manguito, e que, em sua opinião, os colegas da junta de freguesia deveriam ir para a rua.
A ex-administrativa concorreu ao ‘Momento da Verdade’ na esperança de ganhar e poder pagar uma dívida de 75 mil euros contraída pela irmã, na compra de uma casa da qual foi fiadora. Palmira deixou o concurso sem ganhar um tostão.
PORMENORES
CANDIDATA
Palmira, mãe de uma rapariga de 20 anos e de um rapaz de 14, tem um sonho: candidatar--se à presidência da Junta de Santos-o-Velho. A sua mãe, vítima de um AVC, tem estado internada num lar, que deixa agora por falta de dinheiro.
DIVÓRCIO
A dívida contraída pela irmã na compra de uma casa, 75 mil euros, arruinou o casamento da ex--concorrente. Apesar de divorciada, Palmira Couto continua "amiga" do ex-marido que diz ser o homem da sua vida.
ACUSAÇÕES
Despedida com "justa causa", a assistente administrativa é acusada de ter depositado um cheque de 300 euros da Junta de Freguesia na sua conta pessoal. "Fi-lo, mas dei conhecimento ao presidente e ao tesoureiro", revela ao CM.
in CM
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