RTP 1: 2.ª série de ‘A Guerra’ estreia hoje
'A Guerra’ regressa hoje, às 21h30, à RTP 1, com testemunhos reveladores sobre a guerra colonial. "Ficamos a saber como foi a primeira acção da UNITA, a partir da qual ficou conhecida internacionalmente, que o MPLA reuniu com Che Guevara, e a dimensão da guerra em Angola de uma forma que não se conhecia", revela o autor Joaquim Furtado.
Esta série documental, cuja primeira temporada teve grande impacto, mereceu o Grande Prémio Gazeta, mas foi a crítica dos historiadores que mais comoveu o jornalista. "A série desencadeou na opinião pública elogios, e isso foi gratificante. O prémio coroou essas opiniões, mas houve reacções da área científica que me sensibilizaram muito", revela ao CM Joaquim Furtado.
O autor recorda outras emoções. Como as de quem viveu a história, de quem fez da entrevista um desabafo, uma terapia.
A segunda série, de nove episódios, cobre o período 1964-1970 e apresenta revelações importantes, entre as quais a de que, se "até 1967 os portugueses se mostrassem interessados em negociar a paz, Moçambique aceitava".
O material inédito nesta série é muito, até porque, devido ao impacto da primeira, ganha novos depoimentos. "Estamos a falar de 600 horas de entrevistas que em média duravam uma a três horas. Há informação que poderá ser utilizada em livro. Mas isso são projectos", explica Joaquim Furtado, que já prepara a terceira série de ‘A Guerra’.
PORMENORES
600 HORAS
É a soma do tempo despendido nas entrevistas, com a duração de uma a três horas cada.
5000
Filmes pesquisados e visionados para identificação de pessoas, algumas para serem entrevistadas.
7 ANOS
Foi o tempo que o jornalista precisou para reunir todo o material e posteriormente editar.
220
Foi o total de entrevistas gravadas. A estas juntaram-se 200 conversas.
Teresa Oliveira
in CM
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