“A ambição é ter o Sci Fi na Zon na Primavera”
O canal temático Sci Fi, presente no Meo e no Clix, faz um ano de emissão em Dezembro. A directora-geral da Universal Networks, Carolina Godayol, faz um balanço de actividade e revela os objectivos para 2010: estar em outras plataformas e aumentar a audiência.

A Universal Networks está em Portugal há um ano com o canal Sci Fi. Que balanço faz?
O primeiro ano de um canal nem sempre é o seu melhor momento. Serve de aprendizagem, para explorar. Agora sim chegou o momento de provar que o canal existe. E existe porque há uma necessidade que não estava coberta.
Por que escolheram o Sci Fi e não outro canal da Universal?
Em todos os países existe um grande entusiasmo pela ficção científica, que é tudo o que escapa à realidade. Não é por acaso que oito dos dez dos filmes mais rentáveis de sempre fazem parte deste género.
Num mundo global, que sentido faz um canal como o Sci Fi, criado para o mercado português?
Há um parte de orgulho no trabalho. A proximidade à audiência é dada por ter um género e um conceito universal e pode tocar a emoção das pessoas, mas só se consegue com o conhecimento desse país. Sou partidária do "think global and act local" [pensar globalmente e agir localmente]. É preciso uma visão global do negócio e uma visão local de como implementá-lo. Se há um jogo de futebol importante não se programa uma estreia.
Quais são os planos para 2010? Ter outro canal?
Gostávamos muito, mas temos de nos concentrar em consolidar o Sci Fi. Isto é um 'maybe' [talvez]. A nossa prioridade é relançar o Sci Fi. Quando estiver consolidado podemos pensar em outros canais.
Como pretendem consolidar o canal?
Chegámos a acordo com o Meo, que eu creio que é a plataforma mais ágil da Europa. É uma companhia que está a crescer de uma forma incrível, sem tirar aos outros. Oferece uma serviço único, muito tecnológico e amável para o utilizador. Estamos também no Clix. Mas, definitivamente, gostaríamos de ter distribuição em outras companhias. O relançamento seria a altura ideal.
Porque não estão com outros distribuidores?
Não conseguimos chegar a acordo com a Cabovisão e estamos a negociar com a Zon. A ambição é ter o Sci Fi na Zon na Primavera, mas isso está fora do meu controlo.
Como pretendem chegar a mais espectadores?
Podemos ter essa ambição, mas há variáveis que não controlamos. Isso é para o distribuidor. O nosso papel é ajudar a plataforma para ter um nível de consumo e de satisfação que aumente o número de subscritores. Esse é o nosso objectivo como fornecedores de conteúdos. Outro objectivo é subir cinco pontos no ranking no próximo ano, ter uma percentagem de quota mercado mais alta e estrear um mínimo de quatro produtos novos.
Quais os objectivos financeiros?
Não há um número. Isso estaria ligado ao lançamento de um canal. Temos a sorte de estar vinculados a um grande grupo. Temos esse pulmão financeiro. Para já, não sinto essa pressão.
in DN
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